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¿Por qué es tan difícil promocionar negocios en las redes sociales?

Para acompanhar essas mudanças, eu mesma venho fazendo alguns experimentos. Testo formatos e redes diferentes tanto no perfil da Latte Design quanto no meu perfil pessoal, onde compartilho sobre viagens. Instagram, LinkedIn, Facebook, YouTube, TikTok, Substack… E uma coisa é clara: as pessoas estão muito mais interessadas em pessoas do que em empresas.

O que torna o cenário mais difícil para quem atende B2B, área em que eu e muitos dos meus clientes trabalhamos.

Quando alguém está rolando o feed, dificilmente quer acompanhar conteúdo sobre um serviço que talvez precise uma ou duas vezes por ano. Um profissional de marketing provavelmente não quer ver posts sobre branding nas horas vagas. Assim como eu não quero necessariamente ver conteúdo sobre instalação de ar-condicionado, contabilidade ou sistemas de segurança no meu feed.

Queremos outras coisas: uma dica que facilite a vida, um lugar legal para comer, uma viagem, uma piada, uma opinião, uma história, uma causa com a qual nos identificamos. E os algoritmos sabem disso. Ou seja, conteúdos que mostram pessoas falando com pessoas repercutem melhor pois geram uma conexão que uma comunicação puramente institucional dificilmente consegue criar.

Testando com o meu novo canal de viagens

Desde o ano passado, passei a falar mais sobre minhas experiências de viagem no meu perfil pessoal com fotos, vídeos curtos e vlogs longos no YouTube. No perfil da Latte Design, faço uma mistura entre viagens, nomadismo digital, algumas análises de outros mercados e curiosidades pelo olhar de uma designer, com tom leve e pessoal. Ou seja, mudei minha apresentação de “especialista de marca” para “uma designer viajante”.

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O resultado?

O perfil de viagens repercute muito melhor até por motivos óbvios: ele mexe com o desejo e a paixão de muita gente. Mas também está funcionando para o perfil profissional, apesar de ser mais devagar.

A estratégia, então, deixou de ser “ensinar branding” mantendo aquele perfil sério para demonstrar minha autoridade e meus +20 anos de profissão. Preferi conversar com você sendo a Silvia: uma designer que trabalha com marcas, mas que também gosta de viajar, observar outras culturas, comer comidas diferentes e entender como as pessoas e os negócios funcionam em diferentes partes do mundo.

Porque, quando conhecemos alguém independente do contexto profissional, não é interessante também descobrir quem está por trás daquela apresentação corporativa? Às vezes, uma conexão nasce de algo simples e cotidiano.

Já troquei fotos dos meus cachorros com uma cliente e ficamos um bom tempo falando sobre eles. Outro cliente comentou que tinha feito a travessia dos Lençóis Maranhenses, assunto que me interessou porque está na minha lista de desejos. Outra pessoa contou que tinha ido para o Butão, não é demais?

São essas pequenas conversas que fazem uma relação profissional deixar de ser apenas profissional. Ela se torna mais longa e memorável. E quando precisar do seu produto ou serviço, ela se lembrará de você.

E, tecnicamente, o que percebi sobre cada rede?

Depois de testar diferentes formatos e canais, estas são as minhas impressões:

LinkedIn: acho que é a rede que faz mais sentido para a maioria das empresas. É uma comunicação mais séria, às vezes até demais, e, em alguns momentos, me passa a sensação de uma grande disputa de ego. Mas as empresas estão lá. Então, mesmo com um engajamento que vem baixando ao longo dos anos se não pagar, vale manter uma frequência e mostrar que você e sua empresa estão em movimento, além de interagir com a sua rede de contatos.

Instagram: conteúdo pessoal ou ligado aos interesses do consumidor final costuma funcionar melhor, especialmente entre os millennials. É uma guerra pela atenção nos primeiros segundos, e o conteúdo geralmente some em 24 horas. Para B2B, isso torna a tarefa mais difícil: exige frequência e, de preferência, a figura de uma pessoa que desperte curiosidade. Posts puramente institucionais dificilmente vão muito longe, a não ser que tragam um assunto de interesse mais amplo.

E entre Reels e carrossel? Por enquanto, eu diria: poste os dois. Reels tende a trazer mais alcance, enquanto carrosséis costumam gerar mais engajamento, salvamentos e compartilhamentos. Mas não existe uma fórmula, é preciso testar o que funciona para cada nicho, além do fato de que o algoritmo muda com frequência.

Facebook: para mim, morreu faz tempo. A entrega orgânica caiu bastante e, sem investir em post pago, sinto que o alcance é super baixo. A plataforma tem hoje um público maior da geração X, e as comunidades ainda parecem ter engajamento.

Já ouvi relatos de pessoas que conseguem trabalhar bem com Facebook mas, sinceramente, não a vejo com muita força nas estratégias de marketing digital que acompanho, não.

TikTok: aqui a disputa pela atenção é ainda maior, rs. O formato é essencialmente de vídeos curtos, com foco em um público mais jovem (geração Z para baixo). Quando um vídeo repercute, o alcance pode ser enorme. Mas não importa tanto quem você segue ou quem publicou. O algoritmo é muito eficiente em entregar conteúdos que considera relevantes para você, mesmo que venham de perfis que você nunca viu. Então é difícil criar uma comunidade por lá e conversar com os seus seguidores.

YouTube: comecei meu canal de viagens, @silvia-kia, no ano passado e, apesar do trabalhão que dá, é o canal de que mais estou gostando. Tirando os Shorts, que é uma cópia do TikTok, o YouTube trabalha muito bem com vídeos longos. O usuário assiste a um vídeo de cada vez, com mais calma, e isso permite desenvolver conteúdos mais completos.

A repercussão também é diferente: muitas vezes é lenta. Canais novos vão crescendo aos poucos, mas o conteúdo continua trabalhando depois de publicado. Tenho um vídeo de 22 minutos que postei no ano passado e que chegou, de pouquinho em pouquinho, a mais de 8 mil visualizações ao longo de oito meses. O que é bastante para um canal com apenas 160 inscritos. E continua crescendo.

Outra vantagem é a variedade de conteúdos e públicos. Pode ser vlog, tutorial, comentário, humor ou coisas menos óbvias, como ASMR ou música para cachorro dormir. É possível falar com públicos muito diferentes, dos mais jovens aos seniores. Além de você ter um relatório de acessos (Analytics) muito detalhado.

Talvez não seja o canal que faça sentido para todas as empresas, mas, em termos de variedade de público e longevidade do conteúdo, considero o YouTube uma das plataformas mais abrangentes.

Substack: Essa plataforma vai um pouco na contramão das outras. É uma mistura de blog com o Twitter de antigamente. É focada na escrita, então tem muitos escritores compartilhando textos longos e reflexivos. Também tem um sistema de envio de newsletters e uma área de notes onde você conversa com outros usuários.

Então, o que fazer?

Para pequenas empresas, não colocaria todos os ovos em uma única rede. Ter presença em mais de um canal ajuda a diversificar a audiência e, principalmente, evita depender de uma única plataforma. Afinal, redes sociais nascem, crescem, mudam e podem até morrer. Não precisa estar em todas, mas apostaria pelo menos em umas 3 que faça sentido para o seu nicho.

Sabe aquela frase popular “quem não é visto, não é lembrado”? Pois bem, a frequência é um ponto bem importante na divulgação da empresa.

E por fim, em vez de produzir textos frios, técnicos e excessivamente comerciais, deixar aparecer quem está por trás da marca.

Porque as pessoas não querem falar com “uma empresa”. Elas querem falar com a Silvia, o Roberto, a Mari, o Fernando…

Portanto, a estratégia da vez é: humanizar ainda mais a comunicação das marcas.

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